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  Desenvolvimento Regional

O Instituto Euvaldo Lodi acredita que as empresas potencializam seus resultados quando atuam em conjunto. O estímulo ao aumento da competitividade das empresas é feito pelo IEL com a oferta de serviços que envolvem desde diagnóstico dos potenciais da região, localidade ou setor até elaboração de planos de trabalho e execução de ações para o aperfeiçoamento da gestão empresarial e o suporte à inovação.

Nesse contexto, os Arranjos Produtivos Locais (APLs) - aglomerações de empresas que participam do mesmo nicho de negócios, em uma região geográfica definida, operando em cooperação - colocam-se no centro da estratégia de atuação do IEL. Focado nos APLs, o apoio aos empresários se torna mais eficiente. As ações coletivas dentro dessas aglomerações melhoram o dinamismo empresarial da localidade. Com os empresários mais fortalecidos, a base sindical tende a crescer. O objetivo do IEL é contribuir para o fortalecimento empresarial de forma sustentada, respeitando as características e vocações locais.

Entre os benefícios para as empresas de um APL estão a otimização para qualificar mão-de-obra e capacitar os dirigentes empresariais, a compra de materiais em conjunto, o uso de uma central de distribuição e outros. A organização de empresas em arranjos produtivos gera vantagens competitivas para as mesmas. As empresas têm muito mais ganhos cooperando. Mas isso não significa que devam sacrificar sua individualidade.

Como acontece

O IEL desenvolve diversas ações em arranjos produtivos, entre elas:

Sensibilização e mobilização do setor e dos diversos atores comprometidos com o desenvolvimento regional;

Organização da governança do APL (administração dos problemas comuns de indivíduos e instituições envolvidos no arranjo produtivo);

Realização de estudos, levantamentos e diagnósticos;

Definição dos principais gargalos e prioridades empresariais e tecnológicas;

Elaboração do planejamento estratégico e plano de trabalho do APL, definindo projetos, responsabilidades, captação de recursos etc;

Criação de grupos temáticos entre empresas para a identificação de soluções conjuntas. Os grupos mais comuns nos arranjos trabalhados pelo IEL são: Mercado, Imagem, Econômico, Financeiro, Tecnologia, Gestão, Capacitação e Recursos Humanos; e,

Acompanhamento dos resultados por indicadores.

Números

Em 2005, 15 Núcleos Regionais do IEL trabalham com cerca de 90 APLs no Brasil. A previsão de investimento para os próximos dois anos é de R$ 15 milhões. Esses arranjos estão distribuídos em setores, ou segmentos diferentes, que vão desde têxteis, confecções e calçados e agroindústria até tecnologia da informação. Há cerca de 7 mil empresas envolvidas e estima-se um número de beneficiados diretos que varia entre 15 mil e 18 mil pessoas – empregados ou não das empresas.

O IEL calcula que existam 280 APLs potenciais em todo o Brasil. Minas Gerais, Bahia e Paraná destacam-se como os estados onde há o maior número de arranjos trabalhados pelo IEL.

Projetos

Piloto. De 2002 a 2004, o IEL realizou um projeto piloto, em parceria com o Sistema CNI e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para o desenvolvimento de cadeias produtivas de madeira e móveis, carne, couro e leite e piscicultura, no Acre; de metal-mecânica, petroquímica e do setor de turismo, em Salvador (BA); e agronegócios, indústrias de base mineral e o turismo, em São Mateus do Sul (PR). Esse projeto envolveu mais de 550 pessoas, dentre empresários e outros agentes sociais da região.

APLs. Com o objetivo de elaborar e propor diretrizes para a atuação coordenada no apoio a APLs em todo o território nacional, o IEL integra um grupo criado pelo governo federal composto por 33 instituições, chamado de Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais (GTP-APL). Desde 2004, estão sendo trabalhados pelo grupo 11 arranjos produtivos: gesso e fruticultura, em Pernambuco; confecções, em Goiás; móveis, no Pará; fruticultura, na Bahia; confecções, no Paraná; rochas ornamentais, no Espírito Santo; móveis, em Minas Gerais; metal-mecânica, no Rio Grande do Sul; confecções, no Rio de Janeiro; e, calçados, em São Paulo.

Competitividade. O Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi) é uma iniciativa conjunta do Sebrae com a CNI, iniciada em 1998, para promoção da competitividade e sustentabilidade das micro e pequenas indústrias, por meio de ações que promovem o encadeamento de fornecedores e criação de núcleos setoriais para buscar soluções conjuntas adequadas às necessidades empresariais. O programa realizou, ao longo de três anos (de 2002 a 2004), 98 projetos em 17 setores, atingindo mais de 1,4 mil empresas em ações que envolvem diagnósticos, palestras, cursos, workshops e consultorias. Em 2003 e 2004, foram trabalhados 55 APLs, sendo que 33 desses foram trabalhados diretamente por onze núcleos regionais do IEL.

Mesorregiões. A região do Brasil que compreende os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri – chamada, segundo nomenclatura do governo federal, de mesorregião e onde se localizam mais de 100 municípios de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo - detém baixos indicadores sociais e econômicos, mas uma série de atividades produtivas com grande potencial de crescimento. Uma parceria entre o IEL e o Ministério da Integração Nacional quer incrementar a economia local e oferecer condições para que as empresas produzam mais e sejam competitivas. Seis segmentos estão sendo apoiados: madeira e móveis; gemas e artefatos de pedra; apicultura; aqüicultura e piscicultura; fruticultura e cachaça.

Alagoas. Desde 2002, no estado de Alagoas, uma parceria do IEL com o Sebrae busca soluções por meio de iniciativas de caráter gerencial e tecnológico. Tudo para estimular a produção, o desenvolvimento tecnológico regional, a capacitação do empresariado e a disseminação de uma cultura verdadeiramente empreendedora.

Entre as ações desse programa está a realização de diagnósticos que envolvem meios e processos são realizados para que determinado potencial seja aperfeiçoado ou ganhe competitividade. Um exemplo é o estudo sobre a “Eficiência Econômica e Competitiva da Cadeia Produtiva do Sistema Agroindustrial da Cana-de-Açúcar”. Com ele, pretende-se compreender os fatores que afetam a competitividade do setor canavieiro, ajudar na implementação de novos empreendimentos em Alagoas e solucionar problemas ambientais. Uma parceria com o Instituto Cubano de Pesquisa de Derivados da Cana-de-Açúcar (ICIDCA) abre caminhos para trabalhos inovadores com produtos derivados da cana-de-açúcar, buscando um aproveitamento melhor da planta. A participação da Universidade Federal de Alagoas, outro parceiro importante, merece destaque.

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