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História do IEL

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Criado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 1969, quando o Brasil expandia-se em torno de 10% ao ano e vivia o início do chamado “milagre econômico”, o IEL iniciou suas atividades com uma proposta avançada para a época: aproximar os estudantes das linhas de montagem por meio de estágios supervisionados. Nos anos 1990, quando o Brasil abriu suas portas para a concorrência externa e a defasagem tecnológica da indústria brasileira, ficou visível que o IEL começou a diversificar suas atividades. A partir daí, o contato permanente com experiências internacionais predominantemente européias levou o IEL a ser procurado por empresários que buscam o aperfeiçoamento da gestão de seus negócios, da inovação tecnológica e da modernização das práticas empresariais.

Um importante marco no redirecionamento das ações da entidade foi o lançamento do Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015. O documento desenha o Brasil que a indústria quer para 2015, com indicadores e metas para os próximos anos, e atribui ao IEL a incumbência de promover o aperfeiçoamento da gestão, a capacitação empresarial e a interação entre as empresas e os centros de conhecimento.

Linha do tempo

1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1980 | 1990 | 2000

 Década de 1930

Em 1938, foi criada a Confederação Nacional da Indústria. Seu primeiro presidente foi Euvaldo Lodi, um firme defensor da indústria brasileira.

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Década de 1940

A Segunda Guerra Mundial levou a um novo surto de instalação de fábricas no Brasil para substituição das importações.

Entre 1940 e 1945, ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial, a indústria brasileira cresceu, em média, 9,2% ao ano. Foi construída a Companhia Siderúrgica Nacional, a grande usina de Volta Redonda no Rio de Janeiro, e a Companhia Vale do Rio Doce.

Em 1942, com a Carta da Paz Social, os líderes industriais pediram salário real que permitisse existência digna, recursos para educação e saúde e aumento de número e diversificação de escolas profissionais e técnicas da indústria. Com conseqüência, graças ao esforço de Euvaldo Lodi e do vice-presidente da CNI – Roberto Simonsen – foi criado o Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários – SENAI – com o objetivo de organizar e administrar escolas de aprendizagem.  No mesmo ano, a liderança da CNI assumiu a tarefa de criar, organizar e dirigir o Serviço Social da Indústria – SESI – voltado para promover o bem-estar do trabalhador da indústria.

Em 1946, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do industriário e de seus dependentes, nasceu, em 1º de julho, o Serviço Social da Indústria (SESI). As atividades do SESI incluem a prestação de serviços em saúde, educação, lazer, cultura e nutrição, qualidade de vida e garantia do direito à cidadania para todos os trabalhadores da indústria.

No mesmo ano, a invenção do ENIAC (Electronic Numerical Integrator And Computer) por dois cientistas norte-americanos da Electronic Control Company foi o primeiro passo em direção ao atual mundo digital.

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Década de 1950

Em 1951, foram criados os primeiros cursos de design do Brasil. No Instituto de Arte Contemporânea do Masp, o curso era coordenado por Lina Bo Bardi e Jacob Ruchti. No mesmo ano, a USP também criou o curso superior de Desenho Industrial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. A criação desses cursos foi essencial para que o Brasil e a indústria passassem a dar mais valor ao design de seus produtos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi criado em junho de 1952 e trouxe em seu nome o compromisso com o progresso do país. Desde a sua fundação, o banco financia empreendimentos industriais. Sua atuação atinge também empreendimentos ligados à agricultura, ao comércio e ao setor de serviços.

Em 1953, foi fundada a Petrobras. A empresa refletia o espírito de nacionalização encarnado por Getúlio Vargas. Seus principais valores eram o desenvolvimento industrial centralizado e as limitações à entrada de capital estrangeiro.

Juscelino Kubischek chegou ao poder em 1955 representando um  pensamento econômico diferente. Com ele, o Brasil abriu portas para mais empresas estrangeiras e o crescimento da indústria brasileira foi acelerado. O valor da produção industrial superou, definitivamente, o valor da produção agrícola.

A partir de 1956, com a posse do presidente Juscelino Kubitschek, o Brasil viveu um período de abertura da economia ao capital estrangeiro e de crescimento da indústria nacional. Políticas de crédito, redução de impostos de importação de máquinas e equipamentos industriais foram apenas algumas das medidas adotadas pelo Plano de Metas. Para a população, o período significou crescimento e aumento considerável na produção de bens de consumo. A época ficou conhecida como “anos dourados”.

Também em 1956, a Mercedes-Benz lançou o primeiro veículo com motor a diesel totalmente nacional: o caminhão L-312, conhecido como “Torpedo”. Com esse lançamento, a marca iniciou o uso do diesel no transporte de cargas e de passageiros.

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Década de 1960

Brasília foi inaugurada em 1960. Longe de ser uma cidade comum, a capital do Brasil foi planejada, e conta com um projeto único, assinado pelo urbanista Lúcio Costa. Os palácios, ministérios e alguns dos principais edifícios da cidade tiveram seus projetos assinados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Com o curioso nome de Zezinho, em 1961, surgiu o primeiro computador montado no Brasil. Concebido por estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), utilizava apenas peças nacionais (cerca de 1.500 transistores).

Em 1964, um golpe militar autodenominado Revolução de 64 depôs o presidente João Goulart. O golpe deu início a uma série de governos militares, que perduraram até 1985. No mesmo ano, foi instituída a correção monetária, inicialmente destinada a proteger e estimular a poupança, e foi criado o Banco Central.

Em 1967 teve início do milagre brasileiro - forte movimento de expansão da economia resultante das medidas tomadas pelo governo militar. Aumenta a demanda de bens de consumo duráveis, como automóveis, por exemplo.O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) financia até fábricas inteiras, além de equipamentos e novas tecnologias. Empresas estatais, como a Petrobras, dão preferência às indústrias nacionais entre seus fornecedores. É criada a Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil – CACEX.

Em 1968, teve início o período conhecido como  “os anos de chumbo” do ponto de vista político, com a assinatura do Ato Institucional n. 5. O dinamismo econômico e acelerado crescimento da indústria nacional se contrapunham a uma era de falta de liberdade política.

No entanto, embora pesado do ponto de vista político, esse período representou forte expansão econômica do País.  Nesse contexto, em 1969 foi criado o Instituto Euvaldo Lodi com uma proposta inovadora, baseada na interação universidade-indústria como eixo de desenvolvimento econômico afinado com as tendências emergentes do mundo moderno.

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Década de 1970

Foi o começo da década das grandes obras. Foram construídas a usina de Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo, e a de Tucuruí. São também desta década a Ponte Rio-Niterói, a Ferrovia do Aço e a Rodovia Transamazônica.

Em 1972 foi instalado o Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena Empresa – CEBRAE (atual SEBRAE), dentro da estrutura do então Ministério do Planejamento.

Em 1974, o Programa de Treinamento Profissional, como foi chamado o projeto estágio, beneficiava mais de 9 mil universitários. Com base nessa experiência, o IEL elaborou o Manual do Estágio, reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC – como metodologia consagrada.

Até meados da década de 1970, o IEL assinou convênios com 22 universidades brasileiras, das quais 20 federais, além do Instituto Militar de Engenharia (IME) e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Estudos, pesquisas e publicações iniciaram a construção de um sistema de base de dados – até então inexistente – sobre a parceria universidade-indústria.

Em 1976, com base numa proposta de atuação elaborada no ano anterior, o IEL começou a delinear um novo estilo de atuação, que estendeu-se até 1986: transformar a instituição num centro de altos estudos, capaz de refletir e antecipar tendências para o meio industrial.

Em 1979, o choque do petróleo, o endividamento externo e elevadas taxas de inflação conduziram o país a uma crise econômica.

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Década de 1980

Nesta década, o IEL passou a estudar questões ligadas ao contexto econômico e social. Entre os tópicos abordados estavam: a problemática das pequenas e médias empresas, a produção e incorporação de novas tecnologias, a política de salário e emprego, o modelo sindical brasileiro e a formação de recursos humanos. Alguns Núcleos do IEL desenvolveram ações que encorajavam os universitários a canalizar sua formação para a execução de projetos próprios – o estímulo inicial ao empreendedorismo, antecipando uma tendência da década de 1990.

Em 1982, foi inaugurada a Itaipu Binacional, a maior usina hidrelétrica do mundo. Numa iniciativa conjunta do Brasil e do Paraguai, a construção foi iniciada em 1974, e dez anos depois começou a produção de energia elétrica. A obra é considerada uma das mais importantes obras da engenharia do país.

Em 1983, o Bradesco inaugurou no Brasil  um novo tipo de interação com seus clientes, ao lançar a primeira agência bancária com auto-atendimento. O lançamento foi o ponto de partida na revolução tecnológica que atingiu as instituições financeiras do Brasil nos anos seguintes, com grande impacto no atendimento ao cliente. O lançamento abriu espaço para a indústria brasileira de soluções ligadas à tecnologia bancária.

Apesar da forte crise econômica, em 1983 o Programa de Estágio do IEL encaminhou cerca de 13 mil universitários do IEL para estagiar em 1.385 empresas.

Em 1984, a CNI realizou o Encontro Nacional da Indústria. O evento reuniu empresários que condenavam a política econômica recessiva e clamavam pela volta do crescimento.

Em 1986, foi assinado o protocolo de intenções entre a CNI e o Conselho de Reitores das Universidades do Brasil (CRUB). A partir de então, reitores e empresários realizaram encontros, em diversos Estados, cujas propostas embasaram a conduta do IEL até meados da década seguinte.

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Década de 1990

O IEL adapta seus instrumentos de trabalho às necessidades da década que inicia: formula projetos e pesquisa e desenvolvimento, estimula a formação de pequenas e médias empresas e apóia a reciclagem de recursos humanos capacitados para a gestão tecnológica. Novos parceiros, estreitamente vinculados à área de inovação ligam-se ao IEL: O Instituto Nacional de Metrologia – INMETRO e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). É lançado o Programa IEL de Competitividade Industrial.

A partir de 1990, o Governo Collor deu início ao Programa Nacional de Desestatização (PND). Empresas como a Companhia Vale do Rio Doce, a RFFSA, o Sistema Telebrás, a Embraer, a Datamec e a Usiminas, entre outras, saíram do controle estatal e passaram para a iniciativa privada. O PND concentrou esforços na venda de estatais consideradas estratégicas, principalmente nos setores siderúrgico, petroquímico e de fertilizantes.

Em 1991, entrou em vigor o Código de Defesa do Consumidor. O objetivo foi proteger os interesses de quem adquiria produtos ou serviços. O novo código estabeleceu direitos e deveres relacionados à aquisição de bens ou serviços.

Em 1992 o IEL lançou o Programa Educação pela Qualidade – PEQ – cujo protocolo de ação foi assinado por cerca de 40 instituições, sendo 14 ministérios. No ano seguinte, foram iniciados 21 projetos no âmbito do PEQ. As ações desses projetos englobaram temas como o analfabetismo, ensino fundamental, formação profissional, pesquisa e desenvolvimento, e meio ambiente.

Em 1994, foi instituído o programa de Ensino a Distância, em convênio com a Suframa, com a instalação de 500 telepostos na região Amazônica. Aproximadamente 13 mil pessoas foram alfabetizadas. Posteriormente, o programa passou a ser supervisionado pelo SESI – Departamento Nacional.

Em 1995, foi  criado o programa de Bolsas IEL/SEBRAE/CNPq – hoje programa Bitec – para apoio às micro e pequenas empresas.

No ano seguinte tem início a reestruturação do IEL, que deixa as funções executoras que exercia em alguns projetos para se concentrar na articulação. Um dos primeiros programas criados neste período foi criado o programa de Capacitação Empresarial, para oferecer cursos e seminários no Brasil e no exterior. Ainda nesse ano, surge na Bahia o modelo que valoriza as melhores práticas de estágio que, mais tarde, deu origem ao que hoje conhecemos como Prêmio IEL de Estágio.

Em 1997 o IEL passa a operar em Brasília e modifica sua forma de relacionamento com os Núcleos Regionais. Foi adotado um moderno sistema de gestão de projetos. O IEL deixou de ser um repassador de recursos para se tornar um parceiro técnico de seus Núcleos Regionais.

Com o programa de estágio consolidado e seus procedimentos padronizados no manual Modelo de Estágio Supervisionado, em 1998 o IEL passa a oferecer um produto diferenciado por sua qualidade. No mesmo ano é criado o Prêmio IEL para o Apoio às Micro e Pequenas Empresas – para valorizar e divulgar os resultados do projeto de bolsas de estudo e contribuir para a inserção da pesquisa e da tecnologia no setor produtivo como forma de modernizar empresas de pequeno porte.

Em 1999, o IEL promoveu o 1º curso de educação executiva em parceria com o  IMD – International Institute for Management Development, em Lausanne, na Suíça. Seu foco foi na internacionalização de empresas brasileiras. O curso teve cinco edições entre 1999 e 2003.

No mesmo ano foi iniciada a parceria do IEL com o INSEAD –, na época, European Institute of Business Administration -, em Fontainebleau, França, que perdura. Seu foco até hoje é na gestão estratégica para dirigentes empresariais. Já foram realizadas 8 edições do programa e mais de 300 dirigentes empresariais passaram por este curso.

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Década de 2000

Em 2001 foi criado  o Eurocentro IEL Brasil. Com essa iniciativa, o IEL Nacional passa a fazer parte do programa de cooperação empresarial entre pequenas e médias empresas da América Latina e Europa – AL INVEST, financiado pela Comissão Européia.

Buscando promover as TIB e setores portadores de futuro, em 2003 o IEL organiza sua primeira rodada de negócios na Europa, durante a feira internacional SIMO TCI, em Madri, Espanha, tendo envolvido mais de 200 empresas do setor de Tecnologias da Informação.

Em 2005 o IEL firma convênio com o Serviço da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, na França, buscando promover a transferência de tecnologias e cooperação entre pequenas e médias empresas do Brasil e Europa.

A parceria com a Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, iniciou em 2006. Já com 3 edições realizadas desde então, o curso de Educação Executiva foca na estratégia e na inovação para os negócios empresariais e formou mais de 100 grandes executivos do Brasil.

Com o crescimento do mercado asiático e sua importância para a economia mundial, o IEL inicia sua ação de capacitação em parceria com o campus do INSEAD em Cingapura e missões empresariais na China em 2007. Com duas edições o curso na Ásia foca na estratégia empresarial para o mercado asiático. No mesmo ano, negociada com a FIESP, ocorre a inauguração  do escritório do IEL em São Paulo, passando a ter atuação nacional.

A atuação do escritório do IEL em São Paulo passa a ser realidade com a contratação de uma equipe voltada para resultados. Seu foco principal gira em torno de ações de estágio, educação executiva e desenvolvimento empresarial.

Em 2008,  o Programa IEL Desenvolvimento e Qualificação de Fornecedores é lançado como um produto de âmbito nacional. O IEL Nacional passa a ter como meta capacitar e instrumentalizar os regionais para  a implantação nos estados.

O Instituto Euvaldo Lodi chega aos 40 anos em 2009, ano marcado pela recuperação econômica diante da crise financeira mundial que se instalou em 2008. Com a certeza de que a competitividade é determinante para a gestão e desenvolvimento empresarial, o IEL reforçou em 2009 seu papel de também contribuir com a capacitação de gestores e empresários de todos os setores industriais do país. 

Em 2009 o IEL reforça sua presença em São Paulo, com a inauguração do segundo escritório no estado. Neste ano também foi elaborado o Plano Diretor de Produtos Educacionais, após revisão do posicionamento dos produtos educacionais oferecidos pelo Instituto. Portanto, os 40 anos de interação entre indústria e universidade foi marcado pela consolidação do IEL como a entidade que tem contribuído para a ampliação da competitividade das empresas, por meio do estágio e da qualificação de dirigentes e alunos, disseminando assim a cultura da inovação.

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