A revolução do design
Empresas do pólo moveleiro de Ubá, em Minas Gerais, aprenderam a criar seus próprios produtos a partir de capacitações e consultorias em design. O resultado: quadruplicou o número de empresas que exportam seus produtos, as empresas têm crescido cerca de 10% ao ano e a produtividade média dos funcionários saltou de 5% para 16% sem que fosse necessário modificar ou modernizar equipamentos.
O caminho para o mercado internacional
No Ceará, a intensificação do associativismo vem beneficando setores inteiros, como é o caso dos produtores de redes de dormir. Na década de 1990, muitos chegaram à beira da falência devido ao baixo nível de escolaridade dos trabalhadores, a tecnologia e o modelo organizacional inadequados e a falta de sintonia com as tendências do mercado. Com 170 fabricantes de redes de dormir, o APL de Jaguaruana, no Ceará, produz cerca de 4 mil peças por mês. Para viabilizar suas primeiras exportações para Itália, Finlândia e Áustria, precisaram modificar o processo de produção. Com a ajuda de consultores do IEL, substituíram os corantes, eliminando os que utilizavam substâncias proibidas nos países alvo e mecanizaram o tingimento.
Melhoria da qualidade
Outro caso emblemático é o do APL de calçados de Nova Serrana, Minas Gerais. A chegada do produto chinês fez com que as 854 empresas locais precisassem buscar um nicho próprio de mercado. Começaram a produzir calçados com design mais sofisticado e estão reposicionando sua imagem, antes associada a produtos de baixa qualidade.
