Estágio é fundamental para formação, afirma superintendente do IEL - 06/11/2007
O estágio é um processo fundamental para a qualificação e formação de profissionais para o mercado de trabalho. A afirmação foi do superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Carlos Cavalcante, na abertura do seminário A Indústria Brasileira Investindo no Seu Futuro, realizado no dia 06 de novembro, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
De acordo com Cavalcante, embora seja muitas vezes o primeiro canal de acesso ao mercado de trabalho, o estágio é pouco valorizado. “O estágio não pode ser tratado como forma de contratação de mão-de-obra barata. Para mudar essa forma de ver a prática, os agentes de estágio e as universidades têm um importante papel”, disse.
A prática do estágio, segundo Cavalcante, tem um vínculo com o desenvolvimento da indústria e do Brasil. “Com a retomada do crescimento econômico, ocorre um aumento da produtividade das empresas, que passam a implementar novos processos, produtos e inovações. Isso exige mecanismos de suporte para empresas que requerem conhecimentos diversos”, explicou o superintendente. “O que se exige hoje de um engenheiro, por exemplo, é que tenha outras competências, que vão além da formação especializada.”
Cavalcante citou ainda o estudo Inova Engenharia, lançado pela CNI no ano passado, que mostra que entre as competências exigidas dos engenheiros está a capacidade de trabalhar em equipe e a fluência em inglês. “Além disso, o estudo mostra que mais de 60% dos engenheiros são contratados por meio de programas de estágio e trainee”, afirmou. Segundo ele, a indústria está investindo e exigindo novos perfis profissionais e o estágio é um importante mecanismo para a formação do quadro das empresas.
A diretora de Operações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Regina Torres, que também participou da abertura do seminário, destacou que no Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015 a educação aparece como elemento fundamental no pilar que sustenta a competitividade da indústria brasileira. “Nesse contexto, está a necessidade de formação de novos perfis profissionais para atender demandas por tecnologias e inovação”, destacou.
Regina Torres apresentou também o programa Educação para uma Nova Indústria, lançado em setembro pela CNI, que pretende realizar 16,2 milhões de matrículas nas escolas do SENAI e do Serviço Social da Indústria (SESI). “Entre os desafios para o programa está o processo de interiorização de indústrias. Essa mobilidade em direção ao interior traz o desafio de buscar e formar profissionais, faz com que o SENAI crie ações inovadoras nesse sentido.”
De acordo com a gerente da Unidade de Educação do SESI, Belmira da Cunha, entre os desafios enfrentados pela instituição no programa está a qualificação de profissionais da educação, elevação da escolaridade do trabalhador, educação continuada dos profissionais do SESI, premiação de escolas públicas e criação de escolas em tempo integral. “É importante destacar que os quatro pilares da Educação Básica do SESI são empreendedorismo, criatividade e inovação, ecossustentabilidade e responsabilidade social”, disse Belmira da Cunha. |