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 IEL e BID analisam interação entre governo, universidades e empresas - 07/05/2008

O Instituto Euvaldo Lodi realiza em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estudo preliminar para avaliar processos inovadores em Minas Gerais, Santa Catarina e Paraíba. Trata-se de cooperação técnica para fortalecimento do Sistema Regional de Informação. Um trabalho ainda em concepção que pretende observar como se dá a interação entre agentes do poder público, academia e setor produtivo. “Avaliando os modelos existentes nesses três estados, a nossa expectativa é que possamos ter algumas fórmulas recomendáveis para diferentes cenários nacionais”, disse o superintendente do IEL, Carlos Cavalcante.

Em visita ao IEL, em Brasília, na semana passada, Flora Painter, da Divisão de Ciência e Tecnologia do BID, disse que o Brasil e todos os países da América Latina e Caribe precisam estar atentos aos avanços tecnológicos que impulsionam o mercado global, seja em processos ou produtos.

De acordo com a especialista, a diferença com os países mais desenvolvidos ainda é muito grande. “O Brasil é líder na região, mas ainda não faz investimentos suficientes em Pesquisa e Desenvolvimento”, afirmou Flora. “Em países da União Européia, o investimento em ciência e tecnologia chega a 2% do Produto Interno Bruto. No Brasil, não alcança a 1%.”

Para Cavalcante, há ambiente para essa discussão, que trará vantagens para a competitividade das empresas e do país. Um passo importante para esse avanço, segundo ele, é o reconhecimento de que os fundos setoriais com foco na promoção do desenvolvimento tecnológico não têm sido eficientes na destinação de recursos. “De nada adianta a criação de programas ou lançar novas formas de apoio ao processo de inovação, se a realização desses recursos se dá de numa forma muito aquém da esperada”, destacou Cavalcante.

Ele alertou para a necessidade de programas específicos para pequenas e médias empresas. “As empresas não conhecem os mecanismos que já existem, por outro lado os programas não têm um formato ideal. Faltam ainda programas direcionados para determinados grupos de empresas, adequados a certos perfis empresariais”, revelou.

 
 
 

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