Superintendente do IEL participa de Encontro Internacional de Ensino da Engenharia - 11/07/2007
A formação dos engenheiros na Espanha, em Portugal e em países da América Latina foi tema central do 1º Encontro Internacional de Ensino da Engenharia, que se encerrou nesta quarta-feira, 11 de julho, em Lisboa, Portugal. No evento, organizado pela Associação Ibero-Americana de Ensino de Engenharia e que contou com representantes de universidades de 11 países, o superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Carlos Cavalcante, apresentou a iniciativa do IEL, em parceria com outras instituições, de debater a modernização dos currículos de Engenharia no Brasil.
De acordo com Cavalcante, o Brasil enfrenta uma carência de cursos de Engenharia, o que faz com que muitos setores industriais que demandam engenheiros não consigam esses profissionais. “Além disso, muitos cursos sofrem com o afastamento das universidades em relação às empresas”, destacou o superintendente. “Outra questão importante tem a ver com o comportamento dos profissionais, em questões como trabalho em equipe, domínio de idiomas e técnicas de gestão que são cobradas pelas empresas, mas que não são cobradas nas universidades.”
Cavalcante disse que a situação dos países participantes do evento não é diferente. Segundo ele, as nações enfrentam dificuldades semelhantes no processo de interação empresa-universidade. “A União Européia está com um novo plano de organização das escolas superiores, que passa por uma mudança de conceito, que afeta, entre outras questões, a duração dos cursos”, afirmou. “O exemplo europeu poderá servir de inspiração para o que se pretende fazer no Brasil e nos demais países da América Latina.”
Um ponto questionado por Cavalcante é a existência de mais de 50 tipos de cursos de Engenharia no Brasil. “Não sei se essa diversidade é necessária, uma vez que as empresas, na hora de contratar, não percebem a diferença entre os diversos títulos e acabam contratando engenheiros por meio de conceitos tradicionais.
O 1º Encontro Internacional de Ensino da Engenharia, iniciado em 9 de julho, debateu ainda questões sobre a interação entre empresas e universidades, a cooperação internacional e o papel das universidades no processo de inovação. Na ocasião, também foi discutido o Programa Engenheiro das Américas, que pretende criar uma normalização mínima do conceito das Engenharias nos países latino-americanos para que haja reconhecimento recíproco de diplomas.
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