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  Setores de castanha de caju, mel e café serão beneficiados em programa da Usaid
17/04/2007

Os setores de castanha de caju, no Ceará, mel, no Piauí, e café, na Bahia, serão beneficiados na segunda etapa do Programa de Fomento às Exportações de Micro e Pequenas e Empresas, que inicia agora e encerra-se em 2008. O programa é desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) em parceria com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Voltado para as regiões Norte e Nordeste, o projeto, iniciado em outubro de 2004, tem o objetivo de estimular a geração de emprego e renda por meio de ações que estimulem a participação de micro e pequenas empresas no comércio internacional.

As ações do programa englobam apoio direto à geração de exportações, incremento e acesso a serviços financeiros e melhorias nas políticas e regulação relacionadas à exportação. Na primeira etapa do programa, que encerrou ano passado, foram trabalhados os arranjos produtivos de açaí, no Pará, castanha de caju, no Ceará, mel, no Piauí, e moda praia, na Bahia.

Segundo o responsável pelo programa, Alexandre Darzé, da DAI Brasil, empresa de consultoria para Desenvolvimento Econômico e Social, foram investidos US$ 2,4 milhões de dólares nessa etapa do programa. "Esses investimentos permitiram um incremento nas exportações de aproximadamente US$ 6 milhões nos arranjos produtivos trabalhados", informa Darzé.

Para essa etapa continuam os projetos nos arranjos produtivos de castanha de caju, no Ceará, e de mel, no Piauí. "A idéia de adicionar o setor de café, na Bahia, é porque identificamos a oportunidade de inserção de pequenos produtores rurais no mercado de comércio justo", destaca Darzé. "É, inclusive, uma porta para adicionar outros segmentos rurais no sistema de comércio justo."

De acordo com o diretor- executivo da Funcex, Ricardo Markwald, a entidade, na primeira etapa do programa, desenvolveu pesquisas e estudos. Na segunda etapa, a Funcex será executora das ações do programa. "Vamos auxiliar empresas a entrarem na via do comércio justo, a obter certificação e reduzir custos de processos para tornar as empresas mais competitivas, a resolver problemas de créditos, entre outros", explica.

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) integra o conselho consultivo do programa. Segundo o analista de desenvolvimento empresarial do IEL Rodrigo Weber, é importante para a entidade participar do conselho do programa para defender os interesses do empresariado e mostrar soluções existentes no Sistema Indústria que atendam as necessidades das indústrias de micro e pequeno porte. "O programa nos aproximará desses industriais e nos auxiliará na oferta de capacitações e serviços de aperfeiçoamento gerencial mais adequados à realidade dessas empresas", destacou Weber.

 
 
 

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