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  Propriedade intelectual é decisiva para inovação - 18/05/2007

O desconhecimento sobre mecanismos de proteção e negociação da propriedade intelectual ainda é muito grande tanto no meio empresarial quanto no acadêmico. A afirmação é da gerente de Promoção da Inovação e Empreendedorismo do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Diana Jungmann. Em entrevista, Diana diz que saber proteger e negociar inovação é um dos aspectos relevantes para o crescimento do país. “A empresa precisa saber que tem direito de propriedade sobre o que  produz. No Brasil, ainda não há uma forte cultura de proteção e negociação da propriedade intelectual”, destaca.

Diana fala ainda dos curso de Capacitação em Propriedade Intelectual, realizado este mês, no Rio de Janeiro, pelo IEL e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em parceria com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Dividido em duas turmas, o curso, que encerra a primeira turma nesta sexta-feira, 18 de maio,  treinará cem técnicos do IEL e do SENAI de todo o Brasil. A iniciativa integra o Programa de Propriedade Intelectual na Indústria, realizado pelas três entidades, com o objetivo de aumentar a percepção da propriedade intelectual como instrumento de competitividade para os negócios. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Qual o objetivo de se capacitar técnicos do IEL e do SENAI em propriedade intelectual?
Essa é a primeira fase do Programa de Propriedade Intelectual na Indústria. O objetivo é capacitar técnicos de todo Brasil para prestar serviços de informações aos empresários e técnicos da indústria no que diz respeito à propriedade intelectual.

Como surgiu a idéia do Programa de Propriedade Intelectual na Indústria?
O Mapa Estratégico da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), já aponta a propriedade intelectual como um dos aspectos relevantes para o crescimento econômico. Por meio da propriedade intelectual a empresa passa a ter o direito de propriedade do que produz. Mas as empresas ainda têm muita dificuldade para entender a questão, porque não há cultura de proteção e negociação de inovações. Tendo em vista isso, o IEL e o SENAI, em parceria com o INPI, resolveram criar um programa para levar esse conhecimento ao empresário para que ele use a propriedade intelectual como instrumento estratégico para aumentar a competitividade dos negócios.

Quais os serviços que o IEL e o SENAI prestarão às indústrias nessa área?
As duas entidade vão trabalhar de forma integrada e complementar. O IEL será responsável por prestar apoio à gestão da propriedade intelectual, para que empresários entendam como usá-la na estratégia de negócios e projetos. Os técnicos do SENAI serão capacitados na utilização e divulgação de informações tecnológicas. A partir daí, serão montadas, em Núcleos de Informação Tecnológica do SENAI, 20 unidades com infra-estrutura adequada para busca em bancos de dados de patentes. Nessas unidades, os técnicos passarão informações às empresas de como usar as informações  para auxiliar o desenvolvimento de projetos tecnológicos. Em países desenvolvidos, isso é usado de forma estratégica e traz um grande diferencial competitivo para as empresas.

O setor produtivo está mais atento à importância da propriedade intelectual?
O tema começa a entrar no discurso do setor produtivo. Há alguns anos isso nem era debatido. Hoje é assunto de enorme relevância. Não existe inovação se não houver ambiente favorável ao direito de propriedade intelectual. Por isso, precisamos fazer um grande esforço para que as empresas compreendam melhor a legislação e os mecanismos de negócios desses ativos. Nosso objetivo é transformar conhecimento em rique za para o Brasil. Se não for assim, outros países irão se apropriar daquilo que construímos.

 
 
 

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