IEL oferece curso sobre mercado asiático - 18/12/2006
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) promoverá em março de 2007 o curso Estratégia de Negócios para o Mercado Asiático. Voltado para executivos brasileiros, o curso mostrará os caminhos para uma boa negociação com países asiáticos. “A proposta é inédita porque o curso será ministrado totalmente fora do Brasil, para que os empresários conheçam de perto a realidade, o mercado, a economia e a cultura da Ásia”, destaca a analista de desenvolvimento econômico do IEL, Heloísa Ribeiro.
O programa, que é resultado de uma parceria com o Ásia Campus do European Institute os Business Administration (Insead), ocorrerá entre 15 a 28 de março. Há 40 vagas e as inscrições podem ser feitas no site do IEL www.iel.cni.org.br. O programa será realizado em Cingapura, inclui palestras sobre a China, uma visita de três dias a Xangai. Todo o programa terá tradução simultânea para o português. “É uma imersão. Os empresários estarão fora dos seus escritórios, com celulares desligados, trocando experiências com outros empresários”, afirma Heloísa.
Segundo ela, o programa mostrará, entre outras coisas, o tipo de marketing apresenta melhor efeito na hora da negociação. Além disso, os participantes conhecerão qual logística traz resultados eficientes na hora de exportar ou importar. “Estão previstas visitas a empresas brasileiras que se instalaram na China, empresas estrangeiras que escolheram aquele mercado e empresas locais. Com isso, os participantes poderão entender as diferentes realidades, acertos e dificuldades encontrados por quem já investiu lá”, reforça a analista do IEL.
A Ásia figura entre os continentes que mais crescem no mundo, representa um quinto das exportações mundiais e absorve um terço dos investimentos externos voltados a mercados emergentes. “A China expandiu muito sua economia. Atualmente, tudo que compramos tem alguma peça fabricada naquele país”, lembra Heloísa. Ela destaca que algumas empresas brasileiras fecharam as portas no país e abriram uma empresa na China porque os custos são muito menores. “Alguns setores da indústria, mesmo pagando frete, gastam menos do que se produzissem no Brasil. As regras lá são diferentes, além disso, a China tem até 2010 para se adequar às normas da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz Heloísa.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações brasileiras para a China chegaram a US$ 5,5 bilhões entre janeiro e agosto deste ano. A expectativa é fechar o ano com faturamento de US$ 10 bilhões em vendas para aquele país.
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