Curso do IEL mudou visão sobre Ásia, afirmam empresários - 26/03/2007
Cingapura – A cidade de Xangai, na China, é o próximo destino dos 20 empresários brasileiros que participam do curso Estratégia de Negócios para o Mercado Asiático, promovido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) em parceria com o European Institute of Business Administration (Insead).
Depois de uma semana de palestras em Cigapura, quando conheceram os caminhos para uma boa negociação com países asiáticos, os empresários brasileitos chegarão neste sábado, 24 de março, a Xangai, onde visitarão ao longo de três dias, empresas brasileiras e estrangeiras instaladas na China e poderão avaliar estratégias para aumentar a competitividade internacional de seus produtos.
Essa é a expectativa da fabricante de pantufas e artigos de confecção Ricsen. A empresa paranaense está presente na China desde 1992 e resolveu participar do curso para enriquecer os conhecimentos sobre o mercado asiático. “Descobri coisas que ainda não sabia”, lembra o empresário Raphael Senden. Segundo ele, o relacionamento com representantes de outras empresas interessadas em investir no mercado asiático foi importante e abriu perspectivas de negócios. “Estou em fase de implementação de uma nova empresa na China e prospectando oportunidades. Já conversei com alguns colegas aqui para ver se essas possibilidades são promissoras”, reforçou Senden.
Foi justamente a troca de experiências com outros empresários que ampliou os horizontes da indústria gaúcha Mercur S/A. “Há cinco anos investimos em negócios na China, mas nosso conhecimento era limitado e o curso permitiu uma maior de análise, principalmente estratégica”, afirmou o empresário Breno Strüssman.
Na avaliação dele os dias de imersão em Cingapura permitiram uma análise mais crítica sobre os países asiáticos. “Nossa empresa não estava olhando corretamente esse mercado em que cada país tem estratégias diferenciadas."
Também presente no mercado asiático, prospectando negócios há meia década, o empresário Thomas Machado, da ChinaInvest Consultoria Empresarial, viu no curso um caminho para obter mais informações. “Existem muitas oportunidades em todos os setores. Você pode trabalhar trazendo produtos da China, porque terá um preço bem mais competitivo e fará com que sua empresa se torne competitiva”, lembrou.
Segundo Thomas, a China poder ser vista como uma ameaça ou como um mercado de amplas possibilidades. Justamente por isso, a participação no curso foi importante. “Os chineses têm mão-de-obra barata, conseguem aliar o bom e o barato. Além disso, o custo China é mais baixo que o custo Brasil”, concluiu Machado. |