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  Convênio do IEL cria Programa de Propriedade Intelectual para a Indústria- 26/09/2006

Os ativos intangíveis, como a inovação e  o conhecimento, são o patrimônio mais valioso das empresas, instituições e países. Nesse cenário, os institutos de propriedade industrial dos Estados Unidos, Japão e Europa são considerados, em conjunto, o Banco Central Mundial da Nova Economia porque desempenham o papel de cofres-fortes da criação tecnológica. A afirmação foi feita na terça-feira, 26 de setembro, pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, durante a assinatura de convênio para criação do Programa de Propriedade Intelectual para a Indústria, em Brasília.

Segundo Moreira Ferreira, o valor agregado pelo conhecimento se torna cada dia mais importante para a competitividade e  empresas que conseguem produtos e serviços inovadores diferenciam-se de seus concorrentes. "A taxa de inovação de um país pode ser aferida pelo número de patentes que detém", afirmou. "Nesse aspecto, o Brasil ocupa posição pífia junto a outras economias, inclusive de industrialização tardia, como a Coréia", comparou.

O presidente da CNI citou o Mapa Estratégico da Indústria, elaborado pela CNI, que identifica o estímulo à proteção da propriedade intelectual das empresas como prioridade para a promoção da inovação. "Abordar o tema é de enorme relevância para a indústria, dada a desproporção entre sua importância estratégica e o elevado nível de desconhecimento sobre a matéria no nosso país", destacou.

Ele disse que o Programa de Propriedade Intelectual tem um papel importante na capacitação de pessoas sobre a importância do tema e o funcionamento do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). "O brasileiro tinha uma visão de que o Inpi era uma instituição pública retrógrada. Isso está mudando, graças ao processo de modernização que a entidade vem passando e a disseminação da cultura de inovação nas empresas", afirmou. "Mesmo com a significativa redução de tempo de registro de marcas e patentes no Brasil, ainda precisamos melhorar muito para chegarmos ao patamar de outros países como Estados Unidos, Coréia e Japão."

O Programa de Propriedade Intelectual é desenvolvido pelo Inpi, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). O principal objetivo é disseminar a cultura de propriedade intelectual nas empresas.

 
 
 

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