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  Indústrias terão informações para registrar marcas e patentes - 27/09/2006

O conhecimento sobre o sistema de registro de marcas e patentes ainda é bastante reduzido. A declaração foi feita pelo presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), Roberto Jaguaribe. Ele participou da assinatura do convênio para a criação do Programa de Propriedade Intelectual para a Indústria, realizado na terça-feira, 26 de setembro, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

O programa será desenvolvido pelo Inpi em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Por meio desse projeto, serão implantados, a partir do próximo ano, núcleos de atendimentos ao setor industrial em vários estados. Nesses locais, técnicos do SENAI e do IEL darão suporte a empresas com relação ao uso dos instrumentos de proteção e gestão da propriedade industrial. Nesses núcleos, os empresários terão informações sobre patentes já registradas, viabilidade de investimentos em inovação e os procedimentos para o registro de marcas e patentes.

Jaguaribe afirmou que o programa terá papel fundamental na capacitação do empresariado para saberem usar o Inpi. Ele disse que a entidade passou por um processo de reestruturação que dará agilidade ao sistema de registro de marcas e patentes.

"A contratação e treinamento de novos colaboradores teve papel central nesse processo, seguida da otimização e informatização do sistema", destacou Jaguaribe. "O Inpi terá a partir do próximo ano capacidade para atender mais de 200 mil pedidos de registro de marcas e cerca de 40 mil pedidos de concessão de patentes por ano", afirmou.

O superintendente do IEL, Carlos Cavalcante, disse que a maioria dos empresários brasileiros ainda tem uma visão muito tradicional da gestão dos negócios e não percebe que o grande diferencial está com marcas fortes e produtos inovadores. "A propriedade intelectual precisa ser vista como forma da empresa agregar valor aos seus produtos e aumentar a competitividade", destacou.

Para o diretor do SENAI, José Manuel de Aguiar Martins, o programa será muito importante não apenas para a indústria, mas também para universidades. "O conhecimento das universidades tem foco muito teórico e, com o programa e auxílio do SENAI e IEL, isso poderá ser transformado em solução produtiva para as indústrias a partir do acesso às informações de base patentária."

O diretor-secretário da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI), Paulo Parente, disse que o programa é ousado pela dimensão do público que irá sensibilizar sobre o tema. "Ainda há uma carência de informações sobre a propriedade intelectual e o programa veio para auxiliar e ampliar o trabalho de difusão do tema", elogiou.

 
 
 

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