IEL capacita gestores de Centros Internacionais de Negócios em Inteligência Competitiva - 27/11/2007
A primeira etapa da Capacitação em Inteligência Competitiva para gestores dos Centros Internacionais de Negócios (CIN), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizada de 12 a 14 de novembro, na Universidade da Indústria (Unindus), em Curitiba. O evento reuniu representantes de todas as regiões brasileiras para aprofundar fluxos, funções e teorias relativas aos conhecimentos que envolvem a construção do pensamento estratégico.
Promovida pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Rede de Competências do IEL, em parceria com o Instituto Sagres e a Unidade de Comércio Exterior da CNI, o curso reuniu 40 pessoas entre representantes da Rede CIN de 25 estados brasileiros e dirigentes do IEL Nacional. A segunda etapa da capacitação está prevista para os dias 3, 4 e 5 de dezembro.
Durante as aulas, os participantes debateram, entre outras questões, a importância da Inteligência Competitiva para o desenvolvimento da indústria brasileira e como ferramenta de apoio à tomada de decisão. Foi apresentada ainda a Rede Integrada de Serviços para a Rede Indústria, que tem o objetivo de promover a gestão integrada do fluxo de serviços do Sistema Indústria a partir de uma base de conhecimento estruturada para o compartilhamento de informações.
Na palestra sobre Economia do Conhecimento, os professores explicaram como ocorreu a transição entre a era industrial – marcada pela demanda maior que a oferta, produtos tangíveis e coleta simples e restrita de informações – e a era do conhecimento, diametralmente oposta à anterior, onde as ofertas são maiores que as demandas, os produtos são intangíveis e a informação é compartilhada e originada em inúmeras fontes.
Origem, evolução e os modelos de aplicação da inteligência competitiva também foram abordados na capacitação. A evolução deste conhecimento está contextualizada no histórico de guerras, práticas políticas e conflitos de interesse. “A humanidade desenvolveu funções de inteligência compatíveis com determinadas épocas e necessidades”, explicou o professor Walter Felix, um dos ministradores do curso.
A contra-inteligência foi definida como o conjunto de medidas de proteção, focadas na segurança das informações sensíveis, para prevenir, obstruir, detectar e neutralizar as atividades de coleta de informações privilegiadas dos rivais nos negócios. Os professores José Olavo e Walter Felix destacaram as diferenças entre a contra-inteligência e a espionagem. A primeira é construída a partir do conhecimento livre e disponível, tem função defensiva e visa à segurança, assegurando a proteção contra a segunda, que pode utilizar meios ilícitos e antiéticos para obter conhecimento
|